segunda-feira, 9 de março de 2009

Mestres da Noruega

A vinda do A-HA este mês ao Brasil, faz reavivar um bocado a chama do pop oitentista.

O grupo, vindo da fria Noruega, é um daqueles raros casos de bandas que migraram do pop descartável para o status de cult.

Por volta de 1985, o A-HA era do tipo de grupo que despertava paixões extremas: eram amados ou odiados. Ou seja, as meninas amavam e os garotos detestavam.

Eu olhava - ou melhor dizendo, escutava - com certa desconfiança. A verdade mais pura é que eu seguia a orientação da minha bíblia da época, a revista BIZZ. Tudo que a BIZZ aprovava, eu aprovava. Se ela dizia que não prestava, eu nem chegava perto. E nenhum crítico de respeito, no Brasil de então, tolerava os agudos de Morten Harket, o vocalista galã da banda.

Porém, anos mais tarde, me cai nas mãos o segundo disco dos noruegueses, Scoundrel Days, de 1986. Paixão logo na primeira audição, o trabalho só fez crescer em afeição ao longo dos anos.
Há canções radiofônicas que beiram a perfeição, como I've Been Losing You e Cry Wolf, baladas luxuosas como Manhattan Skyline e October, e pérolas inclassificáveis como a faixa-título. É quase um "best of", de tão bom.

O álbum seguinte, Stay On These Roads, não repete o mesmo brilho de Scoundrel, mas possui algumas boas faixas. O fato puro e simples é que eles sempre foram muito competentes em criar melodias grudentas, ficando isso evidente em You Are The One e The Blood That Moves The Body.

Depois disso, eles viraram uma espécie de caricatura de si mesmos. Mas, se nos shows, eles se concentrarem nos três primeiros discos, será, sem dúvida, uma grande festa tanto para nostálgicos como para obcecados pela decada de 80.

2 comentários:

Flavia Cavalcante disse...

Estou me preparando para ir ver o A-Ha. Eu os adoro.

betinho disse...

Grande banda dos anos 80, fez parte de minha infância, se puder poste mais coisas do A-ha no Blog, não só cd's mais noticias, entrevistas, coisas assim que eu me interesso muito. Abraços!!!