quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Do Trip Hop para o Universo


O Massive Attack foi um dos grupos mais influentes e instigantes da década de 1990. Seus três discos lançados então – Blue Lines, Protection e Mezzanine – são nada menos que obras-primas.


Rotulados como um grupo de trip hop, o Massive está muito além de qualquer barreira imposta por categorizações.


Na sonoridade arrojada do grupo formado na cidade de Bristol, na Inglaterra, entram reggae, hip hop, música eletrônica e rock, numa mistura absolutamente única. No meio de sua oficina de lapidação de pedras preciosas, brilham vocalistas convidados do naipe de Shara Nelson (que eternizou sua voz na maravilhosa Unfinished Sympathy), Tracey Thor (magnífica em Protection e The Hunter Gets Captured By The Game) e o permanente colaborador Horace Andy, este um capítulo à parte. Veterano cantor de timbre peculiar, Horace foi resgatado da obscuridade para emprestar seu vocal inconfundível a pérolas como Man Next Door e Angel.


Os anos 2000 viram um Massive Attack excessivamente sombrio e sorumbático no disco 100th Window, um trabalho que, mesmo contando com Sinéad O’Connor, não disse muito a que veio.


A redenção vem sete anos depois, com o excepcional novo trabalho, Heligoland. Horace Andy está de volta, além de Damon Albarn (Blur) e Guy Garvey (Elbow), que dão um sabor ainda mais inusitado ao som de Dej Naja e Marshall – o núcleo do grupo.


Cada canção é uma obra cuidadosamente burilada, num artesanato musical cada vez mais sofisticado e raro em nossos dias.


O Massive Attack está de volta. E desta vez mais em forma do que nunca.

6 comentários:

Adriano De Lavor disse...

escuto direto, até hoje. Descobri graças ao Jackson, que me presenteou com uma TDK que começava com Unfinished Sympathy, minha música predileta!
http://www.youtube.com/watch?v=HbVRA6ZAhKo

David ®... disse...

Coincidência. Essa semana resgatei o Mezzanine do meu HD e joguei no iPod. Estranho como hoje ele não pareceu tão bom quanto na época que comprei o cd (e depois passei pro HD).

Mas MA com certeza vale uma conferida.

Luis Valcácio disse...

Muita coisa dos anos 90 envelheceram mal e rapidamente. Mas, os discos do Massive, sobretudo Protection e Mezzanine, continuam impecáveis para mim. E Unfinished Sympathy continua soando tão perfeita hoje quanto o era em 1991.
Grande abraço

David ®... disse...

Unfinished já é um clássico portanto naõ envelhecerá...e essa sim eu diria q envelheceu muito bem!!!

Mas no Mezzenine temos um outro quase clássico, "Teardrop"!!!!

Leitores e Cinéfilos disse...

Parabéns pelo post. É sempre bom passar por aqui... Eu volto!

Anônimo disse...

Pois eu acho 100th window espetacular!!! Gosto de todas as músicas, dos timbres, do aspecto puxado pra um leve dark, e a presença de Sinead O'Connor que estava sem gravar tonou o álbum ainda mais sensacional.

Lurian