quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Amor e a Cidade


Na canção Vambora, a cantora Adriana Calcanhoto diz que tem o cheiro da pessoa amada “dentro de um livro”.


Músicas, filmes e livros são realmente pequenas urnas nas quais depositamos recordações, cheiros, vozes, amores e ressentimentos.


Acho que, por acreditar nisso, me apaixonei de maneira tão intensa pelo filme Paris, Je T’aime. Composto de historietas de cinco minutos dirigidas por realizadores de várias nacionalidades, o filme presta uma homenagem terna a uma cidade que pode se gabar de ser a mais romântica do mundo.


Mas o filme não é exatamente uma comédia romântica ou mesmo um filme de amor. Em meio a tantos sentimentos abordados é a solidão e o desamparo que sobressaem de forma mais contundente. Sobretudo no último trecho, no qual uma americana narra num francês macarrônico sua primeira viagem à capital francesa.


Em apenas cinco minutos, um verdadeiro mundo de emoções aflora num texto tão lindo que só de me lembrar, fico arrepiado. Naqueles momentos finais de um filme já memorável, me reconheci na solidão e na tristeza da personagem. Mas, junto com ela, relembrei também a felicidade de descobrir uma cidade que ilumina a vida de quem já esteve ali para sempre.

2 comentários:

David ®... disse...

esse filme tá na famosa lista de pendÊncias cinematográficas...acabei vendo o NY primeiro..como será trilha do Rio?

Salete Maria disse...

Queremos parabenizar a você pelo blog e convidá-lo a visitar o nosso Cordelirando e ler um cordel sobre a Lei Ficha Limpa.
Neste cordel, Salete Maria nos informa, de maneira clara, porém simples, a respeito deste assunto tão importante, principalmente nos dias de hoje!
Abraço fraterno,
Equipe Cordelirando