
Não consigo, por exemplo, sequer me interessar por um filme como Avatar. E não adianta me falarem que é o máximo, que os efeitos são isto ou aquilo, que é uma revolução na forma de se fazer cinema etc. O fato puro e simples é que quanto mais caros e tecnológicos ficam os filmes, mais pobres se tornam suas histórias.
É por isso que quando descubro uma pequena maravilha como Contos de Tóquio, filme de 1953 do cineasta japonês Yasujiro Ozu, tudo se torna de novo encantador e surpreendente para mim.
Delicado drama familiar sobre um casal do interior do Japão que vai visitar os filhos já adultos na cosmopolita Tóquio, o filme transcorre lentamente durante 2 horas e quinze minutos. Cada mínimo detalhe é captado pela câmera sóbria de Ozu: gestos, expressões, sorrisos e lágrimas vão, aos poucos, compondo o descompasso entre os pais idosos e os filhos ocupados e insensíveis.
Toda a sutileza do mundo passa pelas mãos hábeis de Ozu, que constrói essa história universal de uma maneira realmente muito oriental. É preciso reeducar o olhar para poder apreciá-lo. Nossa cabeça, violentamente exposta a blockbusters explosivos de Hollywood e a baixarias televisivas, leva um choque.
Uma vez entregue ao particular ritmo de Ozu, no entanto, a epifania é completa: não pode haver um cinema mais rico e belo que este.
9 comentários:
Lindo!!
Amore,onde consiguo esse filme?
Lindo!!
Amore,onde consiguo esse filme?
Sandra querida: o filme saiu em DVD no Brasil. Aqui em Brasília eu o encontrei numa locadora excelente que fica na 104 sul, a LOC VIDEO.
ok,Luisinho
obrigado pela dica
bjo
Eu tb tenho a mesma atitude em relação ao avatar.
Concordo com vc. caça-níquel e lavagem cerebral!
Você assistiu ao Avatar, meu caro? O filme é simplesmente duca! Mas, claro, para além das grandes produções, ainda bem, temos pérolas como essa japonesa, que vocë nos indica.
Olá.. tenho voce ja como amigo pelo blogspot. Estou seguindo seu blog à tempos. Voce pode ser seguidor do meu tbm? Da uma força la pro meu blog. Mayara. Agradeço desde ja.
Já estou lá, Mayara. Valeu e grande abraço!
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