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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Na Tribo dos Maníacos

Saudade é um sentimento estranho. Vem de repente, sem dar aviso. Dia desses, me peguei saudoso de uma banda americana surgida lá nos anos 80. Chamava-se 10,000 Maniacs e tinha uma vocalista doce, inteligente e sensível. Essa moça, que atende pela graça de Natalie Merchant, continua na ativa, mas lança discos com um espaço de tempo cada vez maior.

Os Maniacs surgiram no início da década de 1980 e, ao lado de bandas como R.E.M., Hüsker Du e The Replacements, protagonizaram o movimento que viria a ficar conhecido como college rock. O nome do movimento fazia referência a bandas que muitas vezes nasciam em campus universitários e que eram divulgadas por fanzines e rádios comandadas por estudantes.

No final da década, o R.E.M. se tornou mundialmente conhecido, assinou contrato com uma grande gravadora e escancarou as portas do mercado para nomes como Nirvana e Pearl Jam. Mas isso já é outra história...

O 10,000 Maniacs nunca atingiu o mega-estrelato, mas marcou os corações das poucas pessoas que o conheceram.

Para mim, eles gravaram 3 discos excelentes: In My Tribe (1987), Blind Man’s Zoo (1989) e Our Time In Eden (1992), sendo que este último chega perto da perfeição. A bela voz de Merchant conduz o ouvinte por canções que podem ser lidas como microcontos. Tudo com o elegante instrumental que atualizava a folk music americana, com toques de reggae, pop e música clássica.

Não consigo pensar em nenhum grupo depois deles que soe tão honesto e verdadeiro. É por isso que, vez ou outra, vem aquela saudade boba.

É aí que somente a voz inesquecível de Natalie, cantando Don’t Talk ou Jezebel, pode me trazer algum consolo...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Livro de Cabeceira

Quem gosta de música pop e rock e quer conhecer a fundo todas as vertentes e movimentos nos quais eles se desmembraram, tem que dar, ao menos, uma folheada na “bíblia” 1001 Discos para se ouvir antes de morrer (1001 Albums - You Must Hear Before You Die, Robert Dimery, Universe Publisher).

Organizado por décadas, o livro inicia-se nos anos 50 com Frank Sinatra, e vai até 2005 com The White Stripes, ou seja, o material coberto é longo e detalhado, mas nunca cansativo.

Obviamente que, como toda lista, pode desagradar muita gente.

Eu sinto falta, por exemplo, de In My Tribe (10,000 Maniacs), Hunkpapa (Throwing Muses), Mainstream (Lloyd Cole And The Commotions), New York (Lou Reed) e muitos outros discos bastante queridos, mas acho que este tipo de livro deve ser tomado mais como um guia, uma espécie de farol para iniciantes e sedentos de novas experiências musicais, do que como obra que esgota o assunto.

Neste sentido, 1001 Discos é perfeito: textos claros, belas fotografias, projeto gráfico de extremo bom-gosto, informações enxutas e acessíveis e, por fim, o livro tem a suprema sabedoria de analisar cada álbum dentro do seu próprio gênero.

Dessa forma, encontra-se aqui tanto um Baby One More Time (Britney Spears), como um Hot Rats (Frank Zappa).