Magro, feio, insignificante, ele se torna um verdadeiro gigante quando assume os vocais a frente dos Rolling Stones.
Já tentou carreira-solo. Tadinho... A turba não gosta dele sozinho.
Realmente existe uma magia em Mick Jagger que só funciona plenamente quando está ao lado de Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts.
Seja pedindo simpatia ao diabo, seja proclamando que tudo é apenas rock’n’roll, mas ele goooooooooosta, Jagger é a encarnação perfeita do espírito debochado e irreverente da música vinda das ruas inglesas. Afinal, na Londres sonolenta dos anos 60, o que mais um garoto rebelde podia fazer, a não ser cantar numa banda de rock?
Para descobrir o Jagger mais puro, é preciso escutar Exile On Main Street, obra-prima dos Rolling Stones, lançada em 1972, originalmente um álbum duplo, e um dos melhores discos de todos os tempos. Blues, country, soul e rock disparados como uma metralhadora giratória. E Mick Jagger extraindo de suas cordas vocais seu desempenho mais visceral e furioso.