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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Meus Discos Preferidos: Hard Rock e Metal


Paranoid. Black Sabbath
Um debate antigo ainda desperta o ânimo de metaleiros mundo afora: afinal quem foi o (ir)responsável pela criação do heavy metalBlack Sabbath ou Led Zeppelin?

Para mim, o Zeppelin transcende as barreiras do gênero e sua riqueza musical não permite classificá-lo em apenas um estilo.

Quanto ao Sabbath, me parece mais acertado chamá-lo de pai do metal, até porque sua sonoridade crua e pesada, seus temas sombrios e demoníacos e seu visual sujo e feio continuam influenciando 9 entre 10 bandas de metal.

Paranoid é o melhor dos álbuns gravados com Ozzy Osbourne nos vocais.

Metallica. Metallica
Conhecido como “álbum negro”, o disco tornou o Metallica um fenômeno de massas, atraindo pessoas que nunca haviam escutado um disco de heavy metal em suas vidas.

Além das habituais porradas sonoras, é aqui que o grupo revela o seu lado sensível, gravando pela primeira vez uma balada, a épica Nothing Else Matters.

Rocks. Aerosmith
Quem conhece o Aerosmith somente por babas como Crazy e I Don’t Wanna Miss a Thing, não pode ter ideia de como eles já foram uma banda de hard rock cheia de energia e gás.

Rocks emenda uma pedrada após a outra, mostrando que é possível injetar balanço e sensualidade no som quase sempre duro do rock pesado.

Appetite For Destruction. Guns’n Roses
A estréia da banda de Axl Rose é nada menos que perfeita.

Ressuscitando o hard rock de garagem típico dos anos 70 para a geração MTV, o Guns não apenas definiu novos rumos para o estilo como ainda conseguiu perpetrar verdadeiros clássicos de alto potencial radiofônico: Sweet Child O’ Mine se gravou para sempre no inconsciente roqueiro do planeta.

Destroyer. Kiss
Só quem já foi pré-adolescente, cheio de espinhas e angústias aflorando por todos os poros, pode entender a função catalisadora de uma banda como o Kiss.

Histórias em quadrinhos, filmes de horror baratos, sexo e rock’n roll convergem e se amalgamam neste disco histórico, que selou definitivamente o destino grandioso dos quatro mascarados novaiorquinos.

Ainda que eles não tenham feito nada à altura desde então, o legado de Destroyer permanece intocável.

The Real Thing. Faith No More
O metal visto como paródia e como forma de arte encontra neste arrasador álbum de estréia do Faith No More sua expressão mais perfeita.

Iconoclasta, o disco introduz gêneros alienígenas como o rap para esquentar ainda mais a fervura.

Pop e acessível, leva o metal para as massas com as inesquecíveis Epic e Falling To Pieces.

E ainda brinca com os clichês do gênero com criatividade e competência técnica.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para Todos os Gostos

2010 começa com uma verdadeira avalanche de shows internacionais aportando por aqui. Bem, ao menos, no eixo Rio-São Paulo.

Em fevereiro, o melhor candidato a próximo U2 chega ao Brasil com a turnê de seu último disco, o campeão Viva La Vida. Estou falando, é claro, da banda britânica Coldplay, um dos poucos grupos da atualidade que consegue unir grande popularidade com qualidade musical (os outros são Green Day, U2 e R.E.M.).

Também desembarcando em território nacional, em março, o Guns And Roses deve matar a saudade de quem achava que eles eram a maior banda de hard rock de todos os tempos (será que sobrou alguém?). Axl Rose - e quem quer que o acompanhe - passará, inclusive, pela Capital Federal. Estou ainda à espera da divulgação do set list para decidir se vale à pena ir. Se for totalmente baseado no último disco, o pífio Chinese Democracy, é caso de deixar para uma próxima...

Agora, acho que imperdível mesmo é conferir as apresentações do A-HA, a banda norueguesa mais popular de todos os tempos e autora das inesquecíveis Take On Me, Hunting High And Low e I’ve Been Losing You. O grupo recentemente anunciou sua aposentadoria, portanto, essa deve ser a última turnê. E a última chance de conferir se o vocalista Morten Harket ainda consegue dar aqueles agudos matadores. Dá-lhe nostalgia!

Serviço:

Coldplay
Rio de Janeiro (28 de fevereiro) e São Paulo (2 de março)

Guns’n Roses
Brasília (7 de março), Belo Horizonte (10de março), São Paulo (13 de março), Rio de Janeiro (14 de março) e Porto Alegre (16 de março)

A-Ha
São Paulo (25 de março) e Rio de Janeiro (26 de março)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Muito Barulho Por Nada

O que leva um artista a adiar, por 13 anos, o lançamento de um disco? Insegurança? Perfeccionismo? Estrelismo?

No caso do vocalista do Guns N’Roses, Axl Rose, provavelmente, um pouco de cada.

O disco Chinese Democracy foi anunciado incontáveis vezes antes de finalmente ver a luz do dia no segundo semestre do ano passado. Valeu a espera? Sim e não.

O Guns N’Roses foi uma banda legal quando contava com todos os seus integrantes originais.

Lançaram um disco essencial, Appetite For Destruction, e os bons Use Your Illusion I e II. Mas, à época desses dois últimos trabalhos, a banda já dava claras mostras de esgotamento tanto pessoal quanto artístico.

Diante da megalomania cada vez mais incontrolável de Axl Rose, os outros músicos da banda foram, um a um, caindo fora até que a banda ficasse reduzida ao vocalista e a músicos contratados (em quem, certamente, Axl manda e desmanda).

O que nos leva a Chinese Democracy, um disco que poderia facilmente ter saído como primeiro trabalho solo de Rose. Há muito pouco do hard rock de garagem, cheio de adrenalina do primeiro Guns.

Até mesmo com Use Your Illusion as semelhanças são poucas. As boas baladas e rocks setentistas daqueles discos marcam pouca presença.

Há muito pouco a se destacar neste longo trabalho (14 faixas, em mais de 70 minutos), mas, pelo menos, Rose continua com a voz em cima. E para quem curte rock com muita guitarra, vocais agudos, efeitos sonoros e um ou outro momento mais calminho, o disco pode até ser interessante.

Para mim, no entanto, ficou uma grande decepção depois de uma espera tão prolongada e de tantas palhaçadas aprontadas pelo senhor Rose.

De qualquer maneira, resta a esperança de que o próximo venha mais enxuto, como um tiro curto e certeiro.

E com menos de 10 anos de intervalo...