1-
Tapestry –
Carole King (1971)
Um disco importantíssimo, não só por consolidar a carreira da cantora, compositora e pianista
Carole King, mas também por reafirmar a posição das mulheres como peças importantes no jogo da música. Autoral e, ao mesmo tempo, muito acessível,
Tapestry é a consagração de uma artista completa.
2-
Pearl –
Janis Joplin (1971)
Ainda que
Janis não tenha conseguido completar este disco, ele revelou-se um canto de cisne mais que honroso. Em total domínio de suas avantajadas capacidades vocais,
Joplin arrasa em faixas clássicas da dor-de-cotovelo como
Cry Baby e
A Woman Left Alone.
3-
Lady Soul –
Aretha Franklin (1968)
Numa recente enquete da revista americana
Rolling Stone,
Aretha foi eleita a melhor vocalista surgida nos últimos cinqüenta anos, superando nomes como
Ray Charles,
Elvis Presley e
Marvin Gaye. Não há aí nenhuma injustiça. Quem já escutou maravilhas como
Ain’t No Way,
Chain Of Fools,
A Natural Woman (de autoria da primeirona na lista), todas presentes neste disco fantástico, sabe que
Aretha tem voz, alma, coração e mente prontos para emocionar e impressionar.
4-
Dusty In Memphis –
Dusty Springfield (1969)
Esta incrível cantora inglesa tinha uma paixão confessa pela música
soul americana e pôde extravasar esse amor neste belo trabalho do final da década de 60. Como o próprio nome diz, tudo foi gravado em Memphis, com músicos americanos e uma luxuosa produção. Infelizmente o disco não teve o sucesso esperado e
Dusty teve que esperar a inclusão de uma das faixas num filme de
Quentin Tarantino para que sua obra-prima fosse redescoberta. Antes tarde do que nunca!
5-
Back To Black –
Amy Winehouse (2006)
Outro caso de amor explícito entre uma cantora branca e a melhor música negra americana,
Back To Black é uma perfeita mistura de
soul,
funk e
pop sessentista embalados em uma roupagem moderna e pela voz sedutora de
Winehouse. Uma pena que sua vida atribulada tenha se tornado maior que sua arte.
6-
Dream Of Life –
Patti Smith (1988)
O trabalho mais doméstico, calmo e simples desta cantora que influenciou 10 entre 10 roqueiras surgidas do final da década de 70 para cá. Embora não seja uma obra-prima como
Horses, este trabalho de 88 flagra
Smith em paz com a vida, com o casamento e a maternidade.
7-
Parallel Lines –
Blondie (1978)
Outra cantora super-influente,
Debbie Harry juntou num mesmo pacote sensualidade, honestidade e uma grande sensibilidade
pop. Ela era capaz de, num mesmo disco, cantar com agressividade uma canção
punk como
One Way or Another e, em seguida, languidamente, entoar uma música feita para as pistas de dança (
Heart Of Glass, grande sucesso no mundo inteiro, inclusive por aqui).
8-
Cor de Rosa e Carvão –
Marisa Monte (1994)
Este disco provou que
Marisa não era apenas uma cantora eclética (leia-se, sem personalidade), de belo timbre. Boa compositora e, sobretudo, uma excelente garimpeira de clássicos meio esquecidos da nossa música (não se pode esquecer que muita gente começou a se interessar pelo grande
Paulinho da Viola, depois que
Marisa regravou pérolas como
Para Ver as Meninas), ela construiu uma carreira coerente e de qualidade crescente.
9-
Tinderbox –
Siouxsie & The Banshees (1986)
Musa de góticos,
punks,
darks e modernos, a maquiada
Siouxsie sempre chamou mais atenção por seu visual meio egípcio, meio heroína de mangá do que por seus dotes vocais. Mas ela sempre cantou muito e este disco é uma prova cabal disso. Estão aqui os clássicos
Cities In Dust e
Candyman, que tocaram até cansar nas rádios de
rock brasileiras dos anos 80.
10-
Van Lear Rose –
Loretta Lynn (2004)
Sempre tive uma grande dificuldade com música
country, mas, nos últimos dez anos, cantoras como
Lucinda Williams e
Loretta Lynn vêm desconstruindo este preconceito. Embora algumas pessoas possam alegar que este disco é muito bom por ter sido produzido e tocado por
Jack White, dos
White Stripes, a grande verdade é que quem brilha são as composições e a voz deliciosamente caipira de
Lynn. E o dueto com
Jack em
Portland, Oregon é excelente, uma quebra das fronteiras entre
rock e
country.