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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mini-Guia: Neil Young

Um dos músicos mais influentes, prolíficos e estimulantes de todos os tempos, o canadense Neil Young é dono de uma vasta obra.

A grosso modo, pode-se dizer que todos os discos lançados entre 1969 (ano de Everybody Knows This is Nowhere) e 1979 (no qual foi lançado Rust Never Sleeps) são merecedores de atenção e alguns são absolutamente imprescindíveis numa boa discoteca.

A década de 80 viu um ligeiro declínio criativo na carreira de Young. Nos anos 90, no entanto, ele foi redescoberto pela geração grunge e voltou a gravar discos cheios de energia e intensidade.

A boa fase segue até os presentes dias, com álbuns que alternam momentos mais singelos (Prairie Wind, de 2005) e outros de pura fúria rock’n’roll (Living With War, de 2006).

A seguir um pequeno guia para começar a apreciar – ou simplesmente relembrar - a inestimável obra desse senhor de 64 anos de idade e espírito inquieto e criativo:

O Indispensável:

After The Gold Rush (1970): cada fã tem seu Young preferido. Este é o meu. Dez canções de uma beleza tocante, nas quais Neil passa com total desenvoltura por baladas românticas (When You Dance I Can Really Love e Only Love Can Break Your Heart) e rocks de peso (Southern Man). Também indispensáveis são Harvest, On The Beach, Everybody Knows This Is Nowhere e Rust Never Sleeps.

O Ao Vivo:MTV Unplugged (1993): Young sempre dividiu seus trabalhos entre guitarras ensurdecedoras e delicados violões. Este disco para o antológico programa da MTV o captura no melhor do formato acústico, com versões simplesmente arrepiantes de clássicos como Like A Hurricane e Harvest Moon. Também ao vivo: Live At Massey Hall, Live Rust, Sugar Mountain.

A Colaboração:Mirror Ball (1995): neste bom disco, o veterano músico canadense se juntou ao Pearl Jam para um set de canções que não dão descanso ao ouvinte. Altamente pesado e também bastante pop, é uma das melhores produções de Young pós década de 70. Outras colaborações: Deja Vu (com David Crosby, Stephen Stills e Grahan Nash).

Para ouvir com reservas: Chrome Dreams II (2007): este recente trabalho não é examente o melhor cartão de visitas de Young. Faixas excessivamente longas e baladas aguadas compõem um disco que é apenas uma sombra do verdadeiro potencial deste deus da música. Melhor evitar.

sábado, 13 de junho de 2009

Disco da Semana

É incrível que a máxima de que na natureza nada se cria, se repita miseravelmente em relação às artes.

Enquanto, hoje, muita gente – inclusive eu - fica babando por artistas como Bon Iver, Fleet Foxes e Iron& Wine, a verdade é que a musicalidade “pura” e orgânica desses artistas já havia sido explorada muitas décadas antes.

Exemplo disso é o disco If I Could Only Remember My Name, do músico americano David Crosby. Lançado em 1971, trata-se do primeiro registro solo de Crosby, que, na década de 60, foi pioneiro do folk eletrificado à frente do The Byrds, grupo que eternizou canções de Bob Dylan como Mr. Tambourine Man e My Back Pages.

Junto a Neil Young e, mais frequentemente, Stephen Stills e Grahan Nash, formou o primeiro super-grupo da história e, ao longo de uma carreira de mais de quatro décadas, consumiu mais drogas e se envolveu em mais escândalos do que produziu boa música.

If I Could Only Remember My Name é seu testamento musical, o disco pelo qual Crosby será sempre lembrado. Dono de uma sonoridade cristalina, é um trabalho na qual a bela voz de Crosby mergulha o ouvinte em doces sonhos, em que o ideário hippie ainda está impresso em cada letra.

Mesmo em rocks mais pesados (como Cowboy Movie, de longos e inebriantes 8 minutos), Crosby parece querer nos levar para uma terra prometida, onde se come o que se planta, a natureza é respeitada e o amor é livre e incondicional.

Ingênuo e piegas? Pode ser, mas cantado por esse velho hippie, tudo fica absurdamente crível e prazeroso.