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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Canção Essencial


A revista inglesa Q, em sua última edição, lista 1001 canções imprescindíveis em qualquer boa coleção.

Entre músicas escolhidas por figuras como os comediantes Ricky Gervais e Russel Brand (autor de um belo artigo sobre Morrissey e The Smiths) e por músicos das mais diversas áreas, uma foi eleita pela própria revista como a única que não pode faltar em nenhuma coleção: Good Vibrations do grupo americano The Beach Boys.

Lançada em plena efervescência da psicodelia, época em que LSD era consumido como se fosse balinha de hortelã, Good Vibrations foi o último grande sucesso dos Beach Boys, antes de Brian Wilson, gênio e louco do grupo, pirar de vez.

Em apenas três minutos são condensadas todas as experiências musicais levadas a cabo pelos artistas da época. São tantas idéias juntas que, muitas vezes, fica a impressão de que a música poderia durar uma hora. Wilson inclusive dizia que sua ambição era compor sinfonias adolescentes para Deus.

Com Good Vibrations ele chegou lá. Se Deus a escutou, é impossível dizer, mas para nós, pobres mortais, é a verdadeira prova de que Ele, de fato, existe.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Queen do Século XXI

O rock nasceu como música inconsequente, trilha sonora para bailinhos suarentos e diversão para garotos e garotas suburbanos.

É claro que, nos revolucionários anos 60, tudo isso mudou e críticos e estudiosos sérios começaram a ver na nova música uma forma de expressão artística bastante representativa de sua época.

Discos como Revolver (The Beatles, 1966) e Pet Sounds (The Beach Boys, 1966) mostraram todo o potencial e riqueza musical que o rock podia trazer em canções simples de três minutos.

Só que alguns músicos não se contentam com pouco. Para eles, não basta compor melodias grudentas, ritmos irresistíveis e letras inesquecíveis. É preciso dar ao rock uma fachada de complexidade que o aproxime de coisas mais socialmente aceitas como a música clássica e o jazz.

Uma bobagem, é claro, mas dessa ambição nasceram grandes discos como Fragile (Yes, 1972), Larks Tongues In Aspic (King Crimson, 1973) e A Night At The Opera (Queen, 1975).

O furacão punk tratou de varrer da face da terra tais delírios de grandeza, mas volta e meia aparece uma banda que ressuscita essa estética de exageros, com resultados mais ou menos interessantes.

Curiosamente, a melhor ópera rock dos últimos anos foi gravada por um grupo que começou se apropriando da estética punk e fazendo, portanto, discos muito rápidos e diretos, o Green Day. American Idiot, lançado em 2004, fez uma raivosa radiografia dos anos Bush, num conjunto de canções que se ligam e formam um todo coeso e intenso. Não por acaso é o melhor disco do trio.

Recentemente o Green Day tentou repetir a fórmula no menos inspirado 21st Century Breakdown. Batendo perto dos 80 minutos – se fosse nos anos 70, seria um duplo -, não chega a ser um disco ruim, mas também não chega a empolgar.

Agora, quem gosta de muito piano, refrões bombásticos, vocais dramáticos, canções que se dividem em vários movimentos, não deve deixar de checar o trabalho da banda britânica Muse.
Verdadeiro gigante lá pelas ilhas – comparáveis atualmente a Oasis–, o Muse ainda não atingiu o mega sucesso mundial de um Coldplay, mas segue gravando discos em que chupa descaradamente a estética operística do Queen, revestindo-a com um tratamento moderno e produção de última geração (o que o Queen, se a gente for pensar bem, já fazia com os recursos de sua época).

O auge do estilo melodramático metido a besta do Muse foi atingido com o excelente Black Holes And Revelations, de 2006. Nele, o cantor e compositor Matt Bellamy conseguiu equilibrar perfeitamente sua veia erudita com seu inegável talento para compor boas músicas pop.

No novo disco, The Resistance, sai o afiado artífice pop e fica apenas o compositor erudito frustrado. É tanto piano, coro, pausas dramáticas e vocais afetados que, lá pelas tantas, a gente fica achando que está escutando a mesma música repetidas vezes. E, no final, descobrimos que essa impressão é verdadeira. As três últimas músicas são uma sinfonia dividida em três partes. Funciona? Para mim, não.

Nas três primeiras faixas do disco, o Muse continua mostrando que tem garra e habilidade para fazer um bom disco de rock. Uma pena que a ambição desmedida de Bellamy o faz esquecer que ele deveria ficar somente nisso.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Rebeldia Sem Causa

Um dos filmes mais legais sobre a juventude na década de 60 é Febre da Juventude (I Wanna Hold Your Hand, EUA, 1978), do diretor Robert Zemeckis.

Contando uma história deliciosamente boba sobre um grupo de moças e rapazes que fazem de tudo para assistir a uma apresentação dos Beatles, no programa de TV The Ed Sullivan Show, o filme é uma sessão da tarde divertida e inconsequente, mas simplesmente perfeita para quem curte Beatles.

Eu mesmo, beatlemaníaco inveterado, já devo ter visto o filme umas quatro vezes.

Aproveitando certa disposição nostálgica que me acomete vez ou outra, resolvi fazer uma seleção de clássicos da primeira era do rock.

São músicas que fundaram o som que mudaria a juventude do mundo ocidental, e até hoje causam estranhamento em mentes convencionais e avessas a mudanças.

Então, lá vai:
1That’s All RightElvis Presley
2Heatbreak HotelElvis Presley
3 Keep On KnockingLittle Richard
4 Peggy Sue Got MarriedBuddy Holly
5 Everyday Buddy Holly
6 Johnny B. GoodeChuck Berry
7Roll Over Beethoven Chuck Berry
8Help Me RondaThe Beach Boys
9 Be My Baby The Ronnetes
10Stand By MeBen E. King
11Twist And Shout The Beatles
12 I Wanna Be Your ManThe Rolling Stones
13
You Really Got Me The Kinks
14 My GenerationThe Who
15
I Got a Woman Ray Charles
PS: Para conhecer melhor os primórdios do rock, recomendo duas trilhas sonoras geniais: American Graffiti, álbum duplo que tem desde Rock Around The Clock, de Bill Haley, até All Summer Long, dos Beach Boys, e Stand By Me, jóia saudosista que me apresentou o som dos anos 50.