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domingo, 27 de setembro de 2009

Essenciais!

Por Lázaro Luis Lucas

Todos nós, fãs de cinema, temos nossos preferidos. Principalmente, diretores. São eles que, quando devidamente autorizados, dão aquele toque pessoal a um filme. E, principalmente, quando bem acompanhados.

Atores e atrizes, técnicos em fotografia e edição, compositores e produtores musicais, roteiristas e toda uma gama de profissionais qualificados. Todos, sob o comando de um diretor talentoso e hábil, redem excelentes filmes.

São tantos bons profissionais que houve uma época em que achava superestimada a importância do diretor em um set de filmagem. Mas o tempo tem me mostrado o quanto estava errado.

Definitivamente um bom diretor é essencial para o resultado final. E diante do talento inegável de alguns desses homens e mulheres, até o nome muda para identificá-los. De diretores de cinema passam a ser reconhecidos por cineastas.

E são cinco desses magníficos cineastas que eu gostaria de recomendar aqui no Vitrola Encantada.

Alfred Hitchcock (1899-1980), Federico Fellini (1920-1993), Ingmar Bergman (1918-2007), Luis Buñuel (1900-1983) e Robert Altman (1925-2006), juntos, dirigiram centenas de obras cinematográficas imortais, dessas que durarão o tempo em que a espécie humana durar aqui na Terra.

Seus filmes, salvo raríssimas exceções, permanecem atuais de uma maneira tão impressionante que nem mesmo todo o avanço tecnológico e toda liberdade artística dos tempos atuais jamais conseguirão reproduzir, menos ainda superar, alguns dos momentos mais marcantes dirigidos por esses senhores.

Com Hitchcock a arte mostrou-se financeiramente viável, com Fellini viver tornou-se uma festa, por vezes indigesta, mas, ainda assim, uma festa. Bergman filmou como poucos o indivíduo e suas particularidades mais íntimas. Buñuel nos trouxe a crueza do mundo real e a dos sonhos para as telas. E Altman, por fim, radiografou de maneira ácida, e também apaixonada, a sociedade americana dos anos 60 e pós.

Por fim, uma característica comum em seus filmes, e também o que os torna tão brilhantes, é a capacidade deles em dialogar com um número cada vez maior de espectadores.

Assistir a um Fellini, a um Hitchcock, é um enorme prazer para a mente e para o coração.

Cineastas que apostavam, essencialmente, na inteligência emocional do seu público, estes cinco grandes diretores de cinema merecem todo nosso carinho e atenção. Hoje e sempre.