Alive! –
Kiss (1975)
Não é de se admirar que um dos melhores discos ao vivo de todos os tempos seja justamente de uma banda que fez sua fama nos palcos. O
Kiss era pura adrenalina ao vivo, um espetáculo que envolvia fogo, fumaça, guitarristas voadores e um baixista que vomitava sangue. Mau gosto? Pode ser, mas nos anos 70 essa receita colocou o
Kiss no topo do mundo e
Alive! foi seu cartão de visitas. Uma verdadeira paulada!
Get Yer Ya-Ya’s Out –
The Rolling Stones (1970)
Gravado durante dois concertos no Madison Square Garden, em Nova Iorque , este disco representa o ápice dos
Rolling Stones no final da década de 60 e é o registro definitivo da banda sobre um palco. Todos os outros
ao vivo dos
Stones são burocráticos e desnecessários, mas aqui eles provam porque eram humildemente conhecidos como “a melhor banda de rock do mundo”.
MTV Unplugged In New York –
Nirvana (1994)
A série de shows em formato acústico da emissora americana marcou época, sem dúvida, mas também criou uma fórmula que, de tão repetida, se tornou uma piada. Hoje, qualquer bandinha vagabunda faz uma apresentação no estilo um banquinho e um violão, achando que está arrasando. E dá-lhe
Emerson Nogueira e
Dani Carlos... A outra volta do parafuso dessa história está neste magnífico registro do
Nirvana. Enxugando sua sonoridade suja e barulhenta e extraindo dela apenas a beleza dilacerada que habita o mais puro
blues, o
Nirvana apontou novas direções para sua música. Uma pena que um tiro besta interrompeu essa trajetória impressionante...
Acústico MTV –
Cássia Eller (2001)
Ah, Brasil... Quando os tais acústicos começaram a vender milhões de cópias por aqui, o formato já estava morto e enterrado no resto do mundo. O que, obviamente, não tira o brilho de alguns discos, principalmente deste registro final da grande
Cássia Eller. Cantando como nunca, ela vai do pagode ao
rock, passando por
Edith Piaf e
Beatles. Mas o melhor está na delicadeza de
Luz dos Olhos, de
Nando Reis e
Por Enquanto, da
Legião Urbana. É longe dos eventuais excessos de algumas de suas interpretações, que se encontrava a
Cássia mais completa e emocionante.
How The West Is Won –
Led Zeppelin (2003)
O melhor registro ao vivo deste verdadeiro monstro dos palcos só foi lançado duas décadas depois de a banda encerrar suas atividades. Antes tarde do que nunca. A partir da abertura acelerada de
Immigrant Song (saga de lendas nórdicas condensada em menos de três minutos), o grupo segue por uma sequência de clássicos do peso, sem esquecer o lado mais melódico e abrir um bom espaço para improvisação e reinvenção. Imprescindível!
Under a Blood Red Sky –
U2 (1983)
O
U2 antes de se tornar o
U2 como o conhecemos, era uma banda visceral e de energia quase
punk, que fazia shows como se o mundo fosse acabar em seguida. Não existe nenhum disco que capte um espetáculo inteiro da banda. O mais próximo disso é esse mini-LP, com apenas oito músicas. Os grandes clássicos do início da carreira estão todos aqui (
Sunday Bloody Sunday,
New Year’s Day,
I Will Follow), junto a lados B de primeiríssima (
Party Girl e
11 O’Clock Tick Tock).
100 More Miles –
Cowboy Junkies (1994)
Todo mundo que já ouviu alguma coisa desse maravilhoso grupo canadense se apaixonou imediatamente. A voz suave de
Margo Timmins, os arranjos delicados, a revisão muito pessoal que o grupo faz do
blues e da
country music americana, tornam os vaqueiros viciados um verdadeiro deleite. Neste álbum duplo, eles fazem uma retrospectiva dos quatro primeiro discos, além de se aventurarem em belas versões (
State Trooper, de
Bruce Springsteen, é simplesmente arrepiante).
Kick Out The Jams –
MC5 (1969)
Poucos grupos teriam a coragem de se lançar com um disco ao vivo. No caso do grupo americano
MC5, este foi um ato muito natural, afinal seus shows sempre foram
happenings onde tudo podia acontecer. Anárquico, sujo e rebelde,
Kick Out The Jams é um álbum que não deixa pedra sobre pedra. Para escutar e entender porque eles são frequentemente apontados como precursores do movimento
punk.
Fa-tal –
Gal Costa (1971)
Quem vê
Gal transformada na paródia de si mesma, que se arrasta por aí há quase duas décadas, não consegue imaginar que ela um dia foi uma cantora que se arriscava, interpretava gente nova, sangrava em cada canção... Este disco ao vivo surpreende até hoje pela pegada
rock, aliada a um lirismo doce e meio triste (não se pode esquecer que o Brasil vivia o auge da ditadura militar). Oscilando entre o grito que vem das entranhas e o sussurro que faz chorar baixinho,
Gal dá uma aula de canto, emoção e entrega artística.
If You Want Blood You’ve Got It –
AC/DC (1978)
Outra banda que tem o palco como lar, a australiana
AC/DC tem no guitarrista
Angus Young sua figura de frente. Com roupa de colegial, performance de epilético e uma habilidade impressionante com as seis cordas,
Angus já virou um ícone do
hard rock e uma verdadeira lenda viva da guitarra. Este ao vivo faz tremer as paredes não só pelo desempenho de
Young, mas também pela presença do falecido vocalista
Bon Scott, um doido que criou um estilo até hoje muito copiado.