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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Diva do Óbvio

Eu sei que ela é linda e canta muito bem, mas, honestamente, não consigo entender o enorme sucesso da cantora americana Beyoncé no Brasil.

Segundo informações do site UOL, a turnê da estrela por estas bandas ultrapassou os cem mil pagantes.

As músicas do disco I Am Sasha Fierce dominaram as ondas das rádios brasucas e a esposa de Jay Z foi recebida por aqui com status de mega-star. A razão de tamanho burburinho para mim é um mistério.

Beyoncé não passa de mais uma dessas cantoras genéricas que brotam aos borbotões das gravadoras americanas. Ela canta horrores? Sim, canta, mas Mary J. Blige e Alicia Keys cantam infinitamente melhor e não são tão populares.

Para mim, ela está no mesmo nível de uma Rihana ou uma Mariah Carey. Bonitinhas mas ordinárias. Além do mais, o show é um saco. Misto de musical da Broadway com superproduções típicas de nossos dias, o espetáculo é de um de exibicionismo e de um vazio chocantes. Com meia hora de exposição a tanta baba eu já estava bocejando.

A mídia e o público elegeram Beyoncé a grande diva da música pop deste novo milênio. Então tá!

Se as divas que nos cabem neste latifúndio de obviedades são assim, eu prefiro ficar com uma Stefanie (aquela do Crossfox). Pelo menos com ela eu me divirto um pouquinho...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A “Suerte” de Shakira

Recebo por e-mail uma resenha irada sobre o novo cd da cantora e compositora colombiana Shakira, retirada do blog andremans.blogspot.com . Não ouvi - e nem pretendo – o tal disco.

Shakira se perdeu para mim depois que se tornou “americana”. Quando sua música ainda era colombiana, gravou boas canções e um ótimo disco – Donde Están Los Ladrones – em que mostrava um grande talento para filtrar influências de música pop estrangeira (leia-se americana e inglesa), por um viés inegavelmente latino.Quando resolveu se aventurar no milionário mercado americano, eu sabia que algo sairia errado.

As pistas foram dadas pela versão em inglês de Suerte, que virou no idioma de Shakespeare Whenever Whatever. Como uma mesma canção podia soar tão absurdamente diferente em suas duas versões? A resposta era clara: Shakira cantando em inglês não era Shakira. Pouco a vontade com uma língua estrangeira, até mesmo sua voz saía adulterada.

Não bastasse esse tropeço linguístico, a Shakira versão ianque é uma mulher ultra-sensual que, em muitos clipes, trafega na fina fronteira entre erotismo de bom gosto e pornografia disfarçada.
Nada de se espantar, afinal de Beyoncé até Nelly Furtado, uma coisa se mostra muito evidente no pop de hoje: se não vender sexo não vende música. Mas, não sei por que, me fica a impressão de que também nesse quesito Shakira se sente inadequada.

Os mais cínicos poderiam dizer que, com uma fortuna que só faz crescer e uma popularidade mundial sem precedentes para uma cantora de origem sul-americana, Shakira não deve se sentir nada inadequada.

Pode ser. Talvez inadequados nos sintamos eu e o André Mans por ver uma artista tão promissora se prostituindo de forma tão descarada.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Man In The Mirror

Estamos todos conectados. Estamos emaranhados. Se preferir chamar de emaranhamento quântico, tudo bem. O fato é que estamos emaranhados. E não existe separação entre nós, o que fazemos uns aos outros também atinge um aspecto do nosso eu. Nenhum de nós é inocente nesse sentido. Existe algo lá fora de que não gostamos, e não podemos virar as costas para isso porque somos co-criadores, de uma forma ou de outra. E temos que fazer o que é certo para alcançar o melhor futuro para todos. Essa é a nossa responsabilidade como co-criadores. E, no processo, seja qual for o papel que assumamos – de políticos, de teólogos, de cientistas, de médicos ou qualquer outro -, todos podemos contribuir para a vida e levá-la além, usando o máximo de nossas habilidades e fazendo o que acreditamos ser o melhor. Isso requer que meditemos profundamente sobre cada coisa. Refletir e agir, reconhecendo que os outros são nossos irmãos e irmãs, e que tudo é um assunto de família. É isso.
William Tyller.

Começo hoje com uma citação, porque ela me pareceu extremamente oportuna diante da morte, na quinta-feira passada, 25 de junho de 2009, de Michael Jackson.

Durante os últimos 15 anos, o mundo assistiu, calado, a uma imensa campanha, por parte da mídia, de destruição e anulação do imenso legado artístico desse músico genial, que iniciou-se na vida artística em uma época em que a maioria ainda está apenas brincando e estudando, e evoluiu para uma carreira-solo, a princípio brilhante e, depois, ofuscada pelas atribulações de sua vida particular.

Não pretendo fazer coro aos milhões de viúvos espalhados pelo resto do mundo. Acho e sempre achei que Michael Jackson é uma figura fundamental para se entender toda a música pop planetária feita a partir dos anos 80. Sem Off The Wall e Thriller a história da música teria sido outra. Não existiriam artistas como Beyoncé, Justin Timberlake, Rihana, Maxwell e, até mesmo, Madonna (pelo menos, não da forma como a conhecemos e admiramos).

O que me chama atenção em todo o circo que se formou após a morte precoce de Jackson, é a transformação de um semelhante em diferente, excêntrico e anormal. Parece-me que nos assusta profundamente o que existe de nós mesmos naquele homem triste e patético.

Melhor, então, transformá-lo em aberração. Melhor ressaltar as modificações assustadoras de sua aparência que lembrá-lo como o negro lindo que ele era na década de 70. Melhor trazer a tona suas dívidas monstruosas do que recordar o performer eletrizante, o cantor excepcional, o dançarino hipnotizante. Melhor pensar que ele era um doente a reconhecer que poucas pessoas resistiriam de forma saudável a um sucesso e a uma adoração maiores que a própria vida.

Ver a mesma imprensa que o massacrou e ridicularizou incessantemente, agindo como urubus em cima da podridão, não é apenas triste. É desrespeitoso com milhões de admiradores do verdadeiro Jacko.

O artista completo, único e absoluto que tornou todas as nossas vidas mais alegres entre 1979 e 1987.

Esse Michael viverá para sempre.