1- Soldier Of Love. Sade
Após uma longa ausência dos estúdios, a anglo-nigeriana volta com sua habitual elegância e sutileza. Acho que Sade é uma das cantoras mais incompreedidas de todos os tempos.Uma parte cretina da crítica a rotulou como representante da geração yuppie, uma intérprete chique mas vazia de alma. Absurdo!
Sade pode se orgulhar de ter aberto uma nova trilha para cantoras que investem mais no canto calmo, emotivo e sublime. Sem gritos e sentimentalismos exagerados. Mais ou menos a trilha seguida pela minha segunda dica...
2- The Sea. Corinne Bailey-Rae
Marcada pela morte do marido, Bailey-Rae fez neste seu segundo trabalho uma obra mais intimista e pesada que sua estreia, marcada por canções abertamente radiofônicas como Put Your Records On e Like A Star.
A voz continua cheia de nuances, pequenos detalhes que revelam dor, frustração e também alegria. Sentimentos que abundam na obra da minha terceira indicação...
3- To Be Free. Nina Simone
É difícil dizer qualquer coisa nova sobre um artista do porte de Nina Simone.
Falar que ela foi pioneira na luta pelos direitos civis dos negros, que rasgou sua alma muitas vezes diante de audiências estupefatas, que fez versões definitivas para clássicos como Ne Me Quites Pas, Feeling Good, I Put A Spell On You, Don't Let Me Be Misunderstood e Wild Is The Wind, isso todo mundo já disse.
Mas fazer o quê? Ela permanece um dos tesouros da música do século XX. Descobri-la e resdescobri-la é mais que um prazer. É uma necessidade.