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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dica

Um dos discos mais bonitos que escutei nos últimos tempos é Hold Time, do músico americano Matthew Stephen Ward, que assina seus trabalhos simplesmente com M. Ward.

Ward já havia encantado seus fãs com o disco Post-War, de 2006, uma fantástica viagem por um universo onde country, surf music e rock independente se fundem para criar um som único.

Hold Time não traz novidades para esse formato, mas as composições de Ward evoluíram muitíssimo. Suas músicas estão mais bem estruturadas e as boas canções vão se acumulando num crescendo, em que se destacam as faixas Never Had Nobody Like You (com participação da atriz e cantora Zooey Deschanel) e Oh Lonesome Me (esta com a sublime cantora Lucinda Williams).

É difícil escutar Hold Time sem se imaginar numa praia ensolarada, com uma leve brisa soprando e uma imensa sensação de bem estar e paz na vida. E uma ocasional melancolia, é verdade...

Para quem tem interesse em musicalidades inclassificáveis, doces melodias e um pop bastante diverso do que se faz atualmente, vale também checar o disco Volume 1, a faixa She And Him, no qual Ward se juntou a Zooey Deschanel para uma revisão bastante livre da country music americana, além de ótimas releituras de clássicos como I Should Have Known Better, dos Beatles, e You Really Gotta Hold On Me, de Smokey Robinson.

sábado, 16 de maio de 2009

Deu no Noblat

Enviado por Ricardo Noblat

16.5.2009

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
11h00m

vale a pena acessar

Dica de blog - Vitrola Encantada

Blog Vitrola Encantada
Desde primeiro bolachão de vinil, no início da década de 80, até os mais obscuros downloads que se podem achar na rede, este blog é uma viagem de Luis Valcácio ao universo encantado da música pop e do rock de todos os tempos. Sugestão de Afonso Celso Machado.

Sugiro diariamente sites, blogs e fotologs que valham a pena ser acessados.

Mandem sugestões para noblat@uol.com.br

Agradeço desde já.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Entre Tapas e Beijos

Todo mundo tem uma paixão secreta, daquelas que a gente não admite nem para nós mesmos. No meu caso, essa paixão proibida, meu guilty pleasure, é o show de calouros americano American Idol.

Há uns cinco anos, acompanho religiosamente cada nova temporada e, embora admita que o estilo da maioria dos candidatos – música pop absurdamente conservadora e convencional – não me agrade, não consigo deixar de torcer por um candidato ou outro.

Nos Estados Unidos, American Idol é um sucesso estrondoso e pelo menos dois ex-candidatos se tornaram fenômenos de venda e popularidade no país: a vencedora da primeira temporada, Kelly Clarkson e o cantor Chris Daughtry (este, apenas 4º colocado em sua temporada, o que prova que vencer não é a única maneira de se atingir o estrelato).

É curioso que a franquia foi comprada pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e não repetiu por aqui o sucesso do programa americano. Não deixa de ser um sintoma da situação em que se encontra a combalida indústria fonográfica nacional.

A mudança para a Rede Record parece não sinalizar grandes mudanças. Falta uma maior empatia com o grande público e, principalmente, falta um Simon Cowell, o juiz cínico e, por vezes, cruel, que detona aspirantes a astros. Cowel é a alma do show, a pitada de originalidade num formato que poderia ser perigosamente tedioso e insípido.

Com o mundo inteiro abismado com as qualidades vocais da britânica Susan Boyle – revelada num concurso de talentos no qual, aliás, Simon Cowell faz parte do painel de jurados -, parece que a fórmula vencedora de risos e lágrimas de American Idol está longe de perder seus seguidores.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Música para quê?

A revista Bravo deste mês traz, em sua matéria de capa, texto assinado pelo jornalista Arthur Dapieve, no qual se especula sobre o futuro da música diante das novas tecnologias digitais.

Num mundo em que cada vez compra-se menos discos, fica a pergunta: afinal, a indústria da música vai sobreviver?

Seguramente, da forma como nós, trintões e quarentões, conhecíamos, não. A molecada entre 15 e 30 anos desaprendeu a comprar música. Ninguém mais corre para as lojas de cd - que, aliás, não existem mais - para adquirir o último trabalho de sua banda preferida. Para que, se se pode baixar tudo em questão de minutos e sem pagar um centavo?

Lógico que essa geração consome música de maneira frenética, mas tem uma relação impessoal e destituída de poesia com ela. Não é por acaso que existe toda uma galera redescobrindo o prazer físico de manusear um álbum de vinil (isso, sem falar no impacto do som, infinitamente mais encorpado e vigoroso que esses anódinos mp3 que circulam por aí).

Aparentemente, esse é um processo meio sem volta. A rede de megastores Virgin, por exemplo, fechou - ou está para fechar - uma de suas mais tradicionais lojas em Nova Iorque, a da Times Square. Quem já teve a oportunidade de conhecer, de andar por seus vastos corredores repletos de música dos quatro cantos do planeta (inclusive uma boa seção de MPB), não pode deixar de sentir uma pontada de tristeza.

Numa viagem que fiz a Nova Iorque, no final de 2006, acho que entrei nessa loja todos os 9 dias em que estive na cidade. Para mim, era como visitar um templo. Sim, porque para mim, música é religião, uma espécie de elo com o sagrado, com aquilo que existe de mais sublime e etéreo em nós.

Não creio nas previsões mais pessimistas sobre o assunto, mas, ao que parece, sobram dois caminhos: a música ou será consumida e descartada vorazmente, deixando milhares de artistas a ver navios, ou virará um artigo de luxo para uns poucos.

Afinal, é realmente uma minoria que pode se dar ao luxo de comprar uma bela reedicão em vinil, a exorbitantes 100 reais, e desfrutar 40 minutos longe desse confuso admirável mundo novo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ser ou não ser puro

De todos os sites de download legalizado, o mais completo para quem quer descobrir música independente feita mundo afora, é o americano E-Music.

Além de ser mais barato que o Itunes e o Amazon.com, o E-Music tem a grande vantagem de estar quase inteiramente disponível para o internauta brasileiro.

Tenho descoberto coisas muito legais nesse site.

Recentemente, por exemplo, baixei o primeiro disco de um grupo chamado The Pains Of Being Pure At Heart (As dores de ser puro de coração). Diga-se, maravilha de nome.

Musicalmente, é totalmente derivativo do guitar sound de Jesus and Mary Chain e My Bloody Valentine . E a capa lembra muito Belle and Sebastian, que, por sua vez, já lembravam as capas dos Smiths. Mas, quem é totalmente original hoje em dia?

Entre a dor e a alegria, os garotos e garotas do grupo parecem bastante sinceros. E isso, em se tratando de música, já é meio caminho andado.

Vale conhecer.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Melhores de 2008

Sei que 2008 se foi há muito, mas aqui vai uma pequena retrospectiva daqueles que, para mim, foram os melhores disquinhos do ano:
1 - For Emma, Forever Ago - Bon Iver
2 - Fleet Foxes - Fleet Foxes
3 - Evil Urges - My Morning Jacket
4 - Attack & Release - The Black Keys
5 - Oracular Spectacular - MGMT
6 - Stay Positive - The Hold Steady
7 - Third - Portishead
8 - A Thousand Shark's Teeth - My Brightest Diamond
9 - Sarabeth Tucek - Sarabeth Tucek
10 - The Stand Ins - Okkervil River