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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para Todos os Gostos

2010 começa com uma verdadeira avalanche de shows internacionais aportando por aqui. Bem, ao menos, no eixo Rio-São Paulo.

Em fevereiro, o melhor candidato a próximo U2 chega ao Brasil com a turnê de seu último disco, o campeão Viva La Vida. Estou falando, é claro, da banda britânica Coldplay, um dos poucos grupos da atualidade que consegue unir grande popularidade com qualidade musical (os outros são Green Day, U2 e R.E.M.).

Também desembarcando em território nacional, em março, o Guns And Roses deve matar a saudade de quem achava que eles eram a maior banda de hard rock de todos os tempos (será que sobrou alguém?). Axl Rose - e quem quer que o acompanhe - passará, inclusive, pela Capital Federal. Estou ainda à espera da divulgação do set list para decidir se vale à pena ir. Se for totalmente baseado no último disco, o pífio Chinese Democracy, é caso de deixar para uma próxima...

Agora, acho que imperdível mesmo é conferir as apresentações do A-HA, a banda norueguesa mais popular de todos os tempos e autora das inesquecíveis Take On Me, Hunting High And Low e I’ve Been Losing You. O grupo recentemente anunciou sua aposentadoria, portanto, essa deve ser a última turnê. E a última chance de conferir se o vocalista Morten Harket ainda consegue dar aqueles agudos matadores. Dá-lhe nostalgia!

Serviço:

Coldplay
Rio de Janeiro (28 de fevereiro) e São Paulo (2 de março)

Guns’n Roses
Brasília (7 de março), Belo Horizonte (10de março), São Paulo (13 de março), Rio de Janeiro (14 de março) e Porto Alegre (16 de março)

A-Ha
São Paulo (25 de março) e Rio de Janeiro (26 de março)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Muito Barulho Por Nada

O que leva um artista a adiar, por 13 anos, o lançamento de um disco? Insegurança? Perfeccionismo? Estrelismo?

No caso do vocalista do Guns N’Roses, Axl Rose, provavelmente, um pouco de cada.

O disco Chinese Democracy foi anunciado incontáveis vezes antes de finalmente ver a luz do dia no segundo semestre do ano passado. Valeu a espera? Sim e não.

O Guns N’Roses foi uma banda legal quando contava com todos os seus integrantes originais.

Lançaram um disco essencial, Appetite For Destruction, e os bons Use Your Illusion I e II. Mas, à época desses dois últimos trabalhos, a banda já dava claras mostras de esgotamento tanto pessoal quanto artístico.

Diante da megalomania cada vez mais incontrolável de Axl Rose, os outros músicos da banda foram, um a um, caindo fora até que a banda ficasse reduzida ao vocalista e a músicos contratados (em quem, certamente, Axl manda e desmanda).

O que nos leva a Chinese Democracy, um disco que poderia facilmente ter saído como primeiro trabalho solo de Rose. Há muito pouco do hard rock de garagem, cheio de adrenalina do primeiro Guns.

Até mesmo com Use Your Illusion as semelhanças são poucas. As boas baladas e rocks setentistas daqueles discos marcam pouca presença.

Há muito pouco a se destacar neste longo trabalho (14 faixas, em mais de 70 minutos), mas, pelo menos, Rose continua com a voz em cima. E para quem curte rock com muita guitarra, vocais agudos, efeitos sonoros e um ou outro momento mais calminho, o disco pode até ser interessante.

Para mim, no entanto, ficou uma grande decepção depois de uma espera tão prolongada e de tantas palhaçadas aprontadas pelo senhor Rose.

De qualquer maneira, resta a esperança de que o próximo venha mais enxuto, como um tiro curto e certeiro.

E com menos de 10 anos de intervalo...