1 –
Dark Side Of The Moon –
Pink Floyd (1973)
Para mim, este disco é uma espécie de totem, um oráculo sagrado ao qual eu sempre recorro. Viajante, progressivo sem ser tedioso, poético e perfeito em sua concepção musical,
Dark Side é uma longa ode ao ex-vocalista do
Floyd, Syd Barrett, àquelas alturas já perdido para o mundo e habitando um universo completamente à parte.
2 – Led Zeppelin III – Led Zeppelin (1970)
É muito difícil escolher entre os 4 primeiros discos do
Zeppelin. São todos perfeitos e é incrível perceber a evolução do grupo desde o
heavy blues do primeiro trabalho até a maturidade musical alcançada em 1971, com o emblemático quarto álbum. Mas o meu preferido segue sendo o terceiro. Talvez, porque seja o menos pesado. Talvez, porque tenha
Since I´ve Been Loving You . Não sei, mas o fato é que toda vez que penso em ouvir
Zeppelin , corro para o
III.
3 – The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars – David Bowie (1972)
O mais genial artista da década de 70 passou por várias fases: foi
folk no primeiro disco,
hard no segundo, inclassificável no ótimo
Hunky Dory e, finalmente, um mutante alienígena travestido de
rock star em seu quarto e melhor álbum,
Ziggy Stardust. Auge da estética
glam, o disco alinhava 11 canções matadoras, que tornaram
Bowie um super-astro na Inglaterra e, cumprindo as profecias de
Ziggy, um mito do rock.
4 – London Calling – The Clash (1979)
A antítese da pompa e da pretensão de grande parte dos artistas da década, o
The Clash era uma metralhadora de criatividade, cuspindo uma variedade de estilos que iam da mais pura explosão
punk ao
reggae e ao
rockabilly.
London Calling é o auge de sua estética suja e politizada. Intenso demais para durar, o grupo sucumbiria a divergências internas e ao declínio do ideário
punk. Mas a sua marca já estava registrada na história do rock.
5 – Horses – Patti Smith (1975)
Espécie de mãe espiritual de todos os rebeldes que surgiram na segunda metade da década,
Patti tinha experimentado outras linguagens artísticas antes de lançar seu primeiro e mais importante disco.
Horses combina à perfeição suas ambições poéticas com a urgência musical de sua banda. Sem falar que
Smith canta muito. Um disco para escutar com a sensibilidade à flor da pele.
6 – Harvest – Neil Young (1972)
O gênio de
Young já dava mostras de seu alto poder desde a década de 60, mas seu auge se encontra, realmente, na primeira metade da década seguinte.
Harvest é seu disco mais bem-sucedido comercialmente, e uma pérola de delicadeza e de sutis revelações que vão nos envolvendo e apaixonando a cada faixa. Tão marcante, que
Young faria duas continuações:
Harvest Moon, em 1992, e
Prairie Wind,em 2005.
7 – Burnin’ – Bob Marley And The Wailers (1973)
Um grande feito: um artista de terceiro mundo alcança êxito mundial e se converte numa influência fundamental para toda a música
pop que se faria a partir daí.
Burnin’ captura
Marley e sua ótima banda em estado bruto, entoando canções que são como uma espécie de canto religioso, tocado num ritmo lento e cadenciado. Isso sem falar na forte mensagem política. Grande disco.
8 – Born To Run – Bruce Springsteen (1975)
Quando lançou este disco, em 1975,
Springsteen era apenas um aspirante a astro, entre tantos nos Estados Unidos. Mas
Born to Run o tornou não apenas um astro, mas também uma lenda, o cara simples e batalhador que conhece de perto o outro lado do “sonho americano”. Para alguns críticos mais severos,
Bruce não passa de um
Dylan requentado, mas a verdade é que a paixão e a sinceridade que encontramos em cada uma de suas canções, o credenciam como um artista de mérito próprio.
9 – Marquee Moon – Television (1977)
O
punk como obra de arte bem acabada. Por mais paradoxal que possa parecer, o
Television conseguiu isso com sua obra-prima,
Marquee Moon, um disco que preserva a energia bruta das ruas típica do
punk, acrescentando a sofisticação instrumental dos guitarristas
Tom Verlaine e
Richard Lloyd.
10 – Goodbye Yellow Brick Road – Elton John (1973)
O lado mais triste e melancólico da década encontra neste álbum duplo extraordinário seu exemplo mais perfeito. Melodias grudentas em canções que só podem ser comparadas com as de outros gênios pop, como os
Beatles e os
Beach Boys.