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terça-feira, 6 de julho de 2010

O Homem de Preto

Lançamentos póstumos sempre foram uma mina de ouro para gananciosos executivos de gravadoras e um deleite para urubus de todos os tipos.

Estima-se, por exemplo, que Elvis Presley tenha vendido muito mais depois de morto que quando rebolava seu famoso quadril nos hotéis de Las Vegas.

A mesma praga parece assombrar outra lenda da música americana, o cantor Johnny Cash. Desde sua morte em 2003, incontáveis coletâneas cobrindo a carreira do primeiro e único “Homem de Preto” pipocaram e até mesmo um filme sobre sua infância e início de carreira foi lançado (Johnny e June, que rendeu, inclusive, um Oscar à atriz Reese Witherspoon).

Mas há dois lançamentos póstumos que podem ser colocados acima de qualquer suspeita: o disco de 2006, A Hundred Highways e o recém-lançado Ain´t No Grave. Ambos pertencem à magnífica série gravada por Cash ao lado do produtor Rick Rubin e conhecida como American Recordings. Os quatro discos iniciais da série, lançados a partir de 1994, reapresentaram Cash para uma geração de ouvintes que desconheciam, ou conheciam muito pouco, a obra do autor de dois mitológicos álbuns gravados ao vivo em penitenciárias norte-americanas (At Folson Prison e Live At St. Quentin).

É claro que não se pode esquecer do trabalho de gênio feito pelo produtor Rubin, que apresentou a Cash uma nova safra de compositores e reduziu os arranjos ao mínimo necessário, ressaltando a voz grave e intensa de Cash. Foi assim que surgiram versões magníficas de canções alheias como One (U2), The Mercy Seat (Nick Cave), I Won´t Get Back (Tom Petty) e Rusty Cage (Soundgarden), ao mesmo tempo em que emergiam as belíssimas composições do próprio Cash.

Todos os cinco discos da série são indispensáveis, retratos irretocáveis de um grande artista exorcizando seus demônios e renascendo como intérprete. Nesse sentido nada pode ser mais tocante que a recriação da canção Hurt, do Nine Inch Nails.

Presente no quarto álbum da série, The Man Comes Around, Hurt aparece despida dos adereços eletrônicos presentes no original, revelando cada mínima nuance de um homem já lentamente destruído pela doença que o levaria alguns meses depois. O vídeo da canção mostra a fragilidade do homem. Mas o que fica na cabeça é a fortaleza e a grandiosidade do artista.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tempo e Memória

O canal de TV paga, VH1, estreou no último sábado, dia 26, uma série intitulada As Canções que Mudaram o Mundo.

Composto por dez programas, a série tem a ambição de resumir o espírito de várias épocas por meio de canções emblemáticas como Smells Like Teen Spirit do Nirvana, Heartbreak Hotel, de Elvis Presley e I Wanna Hold Your Hand, dos Beatles. Tarefa das mais difíceis.

Apesar de saber do impacto de determinadas músicas na história da cultura ocidental, acho que, no fundo, o que importa para cada um de nós são as músicas que mudaram nossas próprias vidas. Essas eu carrego na minha memória como um baú de jóias preciosas e escutá-las sempre me transporta para momentos marcantes e inesquecíveis da minha existência.

Por exemplo: I Wanna Hold Your Hand pode ser um marco na carreira dos Beatles, a música que os tornou conhecidos nos Estados Unidos – na Inglaterra eles já eram um fenômeno – e, por extensão, no resto do mundo. Mas, para mim, nenhuma canção dos Fab Four foi tão significativa quanto Eleonor Rigby, uma delicada obra sobre solidão, desesperança e velhice, belamente adornada por instrumentos orquestrais. Justamente por tratar de temas tão atemporais, Eleonor Rigby permanece atual e certamente ainda muito influente.

Ao lado de Yellow Brick Road (Elton John), que talvez tenha sido a primeira música que eu escutei repetidas vezes, tentando decorar uma letra num idioma do qual eu não conhecia patavina, de Bohemian Rhapsody (Queen), que me apontou as possibilidades ilimitadas de criação artística, de I Love It Loud (Kiss), que me abriu a cabeça para um lado de fantasia e diversão muito importantes para a música, de Será (Legião Urbana), que me mostrou que Brasília podia fazer rock e que esse rock podia ser muito bom e, finalmente, de Karma Police (Radiohead), que entrou na minha vida devagarzinho, até me dominar por completo, Eleonor Rigby forma um conjunto precioso de grandes referências musicais e eternas fontes de alegria e prazer.
A seguir, uma pequena lista de canções que, volta e meia, eu tenho que escutar para não perder o rumo:

1 Ask. The Smiths
2 One. U2
3
Like a Hurrycane. Neil Young
4 Atmosphere. Joy Division
5The One I Love. R.E.M.
6
Free Money. Pati Smith
7 Love Song. The Cure
8Life On Mars. David Bowie
9Sheena Is A Punk Rocker. The Ramones
10Bizarre Love Triangle. New Order
Servico:
As Canções Que Mudaram o Mundo
CANAL VH1 (NET, canal 89. SKY, canal 84). Todos os sábados, às 23 horas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Meus Discos Preferidos: Cantoras

1- TapestryCarole King (1971)
Um disco importantíssimo, não só por consolidar a carreira da cantora, compositora e pianista Carole King, mas também por reafirmar a posição das mulheres como peças importantes no jogo da música. Autoral e, ao mesmo tempo, muito acessível, Tapestry é a consagração de uma artista completa.

2- Pearl Janis Joplin (1971)
Ainda que Janis não tenha conseguido completar este disco, ele revelou-se um canto de cisne mais que honroso. Em total domínio de suas avantajadas capacidades vocais, Joplin arrasa em faixas clássicas da dor-de-cotovelo como Cry Baby e A Woman Left Alone.

3- Lady SoulAretha Franklin (1968)
Numa recente enquete da revista americana Rolling Stone, Aretha foi eleita a melhor vocalista surgida nos últimos cinqüenta anos, superando nomes como Ray Charles, Elvis Presley e Marvin Gaye. Não há aí nenhuma injustiça. Quem já escutou maravilhas como Ain’t No Way, Chain Of Fools, A Natural Woman (de autoria da primeirona na lista), todas presentes neste disco fantástico, sabe que Aretha tem voz, alma, coração e mente prontos para emocionar e impressionar.

4- Dusty In Memphis Dusty Springfield (1969)
Esta incrível cantora inglesa tinha uma paixão confessa pela música soul americana e pôde extravasar esse amor neste belo trabalho do final da década de 60. Como o próprio nome diz, tudo foi gravado em Memphis, com músicos americanos e uma luxuosa produção. Infelizmente o disco não teve o sucesso esperado e Dusty teve que esperar a inclusão de uma das faixas num filme de Quentin Tarantino para que sua obra-prima fosse redescoberta. Antes tarde do que nunca!

5- Back To BlackAmy Winehouse (2006)
Outro caso de amor explícito entre uma cantora branca e a melhor música negra americana, Back To Black é uma perfeita mistura de soul, funk e pop sessentista embalados em uma roupagem moderna e pela voz sedutora de Winehouse. Uma pena que sua vida atribulada tenha se tornado maior que sua arte.

6- Dream Of Life Patti Smith (1988)
O trabalho mais doméstico, calmo e simples desta cantora que influenciou 10 entre 10 roqueiras surgidas do final da década de 70 para cá. Embora não seja uma obra-prima como Horses, este trabalho de 88 flagra Smith em paz com a vida, com o casamento e a maternidade.

7- Parallel Lines Blondie (1978)
Outra cantora super-influente, Debbie Harry juntou num mesmo pacote sensualidade, honestidade e uma grande sensibilidade pop. Ela era capaz de, num mesmo disco, cantar com agressividade uma canção punk como One Way or Another e, em seguida, languidamente, entoar uma música feita para as pistas de dança (Heart Of Glass, grande sucesso no mundo inteiro, inclusive por aqui).

8- Cor de Rosa e Carvão Marisa Monte (1994)
Este disco provou que Marisa não era apenas uma cantora eclética (leia-se, sem personalidade), de belo timbre. Boa compositora e, sobretudo, uma excelente garimpeira de clássicos meio esquecidos da nossa música (não se pode esquecer que muita gente começou a se interessar pelo grande Paulinho da Viola, depois que Marisa regravou pérolas como Para Ver as Meninas), ela construiu uma carreira coerente e de qualidade crescente.

9- Tinderbox Siouxsie & The Banshees (1986)
Musa de góticos, punks, darks e modernos, a maquiada Siouxsie sempre chamou mais atenção por seu visual meio egípcio, meio heroína de mangá do que por seus dotes vocais. Mas ela sempre cantou muito e este disco é uma prova cabal disso. Estão aqui os clássicos Cities In Dust e Candyman, que tocaram até cansar nas rádios de rock brasileiras dos anos 80.

10- Van Lear Rose Loretta Lynn (2004)
Sempre tive uma grande dificuldade com música country, mas, nos últimos dez anos, cantoras como Lucinda Williams e Loretta Lynn vêm desconstruindo este preconceito. Embora algumas pessoas possam alegar que este disco é muito bom por ter sido produzido e tocado por Jack White, dos White Stripes, a grande verdade é que quem brilha são as composições e a voz deliciosamente caipira de Lynn. E o dueto com Jack em Portland, Oregon é excelente, uma quebra das fronteiras entre rock e country.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

TV e Cinema

Por Lázaro Luis Lucas

Nasci no mês de setembro do ano de 1970. E, para mim, antes de existir salas de projeção de filmes, havia o televisor na sala-de-estar.

De várias boas lembranças que tenho da minha infância, muitas estão associadas ao televisor Telefunken, que ocupava um espaço nobre na vida de toda a família.

Através dele assistimos ao último capítulo da novela Escrava Isaura, acompanhávamos o programa Boa Noite Brasil, com Flávio Cavalcanti, e víamos todo santo domingo o futebol, às 17h; Os Trapalhões, às 19h; e o Fantástico - o show da vida, às 20h. Pois bem, estes, basicamente, eram os programas que a família assistia reunida.

Para mim, óbvio, havia mais, muito mais. Além de acompanhar toda programação infantil, em particular o Globo Cor Especial, e séries como O Homem do Fundo do Mar, Mulher Maravilha, SWAT, O Homem de Seis Milhões de Dólares, O Túnel do Tempo, entre tantas outras, assistia a filmes, muitos filmes. Produções para a TV e cinema.

À época, na cidade de Araguari, no estado de Minas Gerais, só existiam duas emissoras. Uma retransmissora da Rede Bandeirantes de Televisão e outra da Globo. Admito que devorava filmes na mesma medida em que eles iam passando na telinha.

Dos programas desse período, sempre que possível, acompanhava a Sessão da Tarde, durante a semana e, principalmente nas férias, quando a Globo apresentava ciclos de filmes protagonizados por Elvis Presley, Jerry Lewis e o quarteto trapalhão comandado por Renato Aragão.

As comédias estreladas por Lewis, como Bancando a Ama-Seca (Frank Tashlin, 1958), O Mensageiro Trapalhão (Jerry Lewis, 1960), O Terror das Mulheres (Jerry Lewis, 1961), Errado Pra Cachorro (Frank Tashlin, 1963) e O Bagunceiro Arrumadinho (Frank Tashlin, 1964), estão armazenadas em minha memória bem próximas das aventuras românticas do rei do rock Ama-me Com Ternura (Robert D. Webb, 1956), Feitiço Havaiano (Norman Taurog, 1961), Garotas! Garotas! e Mais Garotas! (Norman Taurog, 1962), O Seresteiro de Acapulco (Richard Thorpe, 1963) e Amor a Toda Velocidade (George Sidney, 1964).

Havia, ainda, os filmes estrelados pela dupla Jerry Lewis e Dean Martin, O Rei do Circo (Joseph Pevney, 1954), O Meninão (Norman Taurog, 1955), "Artistas e Modelos (Frank Tashlin, 1955) e O Rei do Laço (Norman Taurog, 1956). E por Rock Hudson e Doris Day, Confidências à Meia-Noite (Michael Gordon, 1959), Volta Meu Amor(Delbert Mann, 1961) e Não Me Mandem Flores (Norman Jewison, 1964).

Como durante a semana o horário para dormir era sempre às 21h30, logo após a novela das oito, aos sábados eu abusava. Ainda na Globo, assistia em sequência à Primeira Exibição, Sessão de Gala e, quando o sono ainda não havia me dominado por completo, Coruja Colorida.

Outras sessões de cinema bem marcantes para mim foram o Cineclube, Campeões de Bilheteria, Classe A, Festival de Sucessos, Faixa-Preta, Supercine, Festival Nacional, Segunda Sem Lei, Sexta Mistério, Cine Trash, Cinema em Casa e Sessão das Dez.

Apesar da maioria dos filmes ter sido editada para a televisão e, ainda, exibida com cortes, a combinação de todos esses programas, durante toda a década de 80 e a primeira metade dos anos 90, foi essencial à formação de qualquer fã de cinema, em uma realidade em que não havia a TV por assinatura, o aparelho de DVD, o Blu-ray e a internet. Só possuíamos o bom e generoso videocassete.

Ter acesso a filmes como Doutor Jivago, ... E o Vento Levou, Lawrence da Árabia, A Casa da Noite Eterna, Armadilha Para Turistas, O Expresso do Horror, Houve Uma Vez Um Verão, Um Homem, Uma Mulher e Love Story - Uma História de Amor, só me foi possível porque a TV, um dia, fez um bonito papel divulgando o cinema. Hoje, porém, tudo não passa de história.

Abaixo, algumas pérolas assistidas por mim, pela primeira vez, na televisão:

1- Benji (Joe Camp, 1974)
Este simpático cãozinho me foi apresentado em Primeira Exibição. Desde então, me tornei fã de filmes com animais. A sequência, Pelo Amor de Benji (Joe Camp, 1977), foi exibida, salvo melhor juízo, na semana seguinte. A franquia rendeu, ainda, mais três longas.

2- Destino do Poseidon, O (Ronald Neame, 1972)
O mérito do filme, lá em casa, foi ter reunido quase toda a família diante da TV. O drama vivido por Shelley Winters naquelas águas geladas jamais foi esquecido por aqueles que o acompanharam. Apenas mais um filme-catástrofe conseguiu a proeza: Inferno na Torre.

3- Ensina-me a Viver (Hal Ashby, 1971)
Somente quando tive a oportunidade de rever o filme é que pude absorver toda sua beleza. Pois é, a infância tem destas coisas. Às vezes, não estamos maduros o suficiente para compreender tudo o que vemos.

4- O Homem-Cobra (Bernard L. Kowalski, 1973)
Saído diretamente da Sessão das Dez, em uma época em que o filme realmente começava às 22h, estamos aqui diante de um típico exemplar do cinema B que amo de todo coração. Recordo-me de quase ter chorado quando a heroína do filme reconhece o seu amado na figura daquela criatura meio-homem, meio-cobra. Dos mesmos produtores de Tubarão. Um clássico inegável do gênero.

5- Digby - O Maior Cão do Mundo (Joseph McGrath, 1973)
Nem sei o que dizer deste filme tantas vezes exibido na Sessão da Tarde. O que posso afirmar é que toda vez que a Rede Globo o exibia, eu o assistia.

6- The Land That Time Forgot (Kevin Connor, 1975)
Depois de tantos anos já nem me lembro mais do título em português deste filme. O mesmo vale para a sua continuação, The People That Time Forgot, de 1977. Mas que ninguém se engane, estes dois filmes mais Os Titãs Voltam à Luta na Atlântida, tornaram o nome Doug McClure tão essencial ao cinema de aventura quanto Harrison Ford. E não vá, você, dizer que não sabe quem é Doug McClure?

7- Grizzly - A Fera Assassina (William Girdler, 1976)
Assisti a este filme em uma Sessão de Gala e, por pelo menos duas semanas, não pensei em outra coisa. Hoje, provavelmente, não sobreviveria a uma segunda olhada. Mas o que importa a avaliação crítica do encanto de uma criança diante de seu primeiro filme de monstro?

8- Keoma (Enzo G. Castellari, 1976)
Sou suspeito para falar sobre o western spaghetti. Gosto muito do gênero e Keoma é um de seus melhores representantes. Da trilha sonora bem característica até o visual meio hippie de Franco Nero, tudo é harmonioso neste filme. Imperdível para os apreciadores.

9- O Carro - A Máquina do Diabo (Elliot Silverstein, 1977)
Um dos mais famosos filmes de suspense da época, este eficiente filme produzido para a TV, saiu-se tão bem junto ao público que acabou sendo exibido nos cinemas. O diretor é o mesmo de Um Homem Chamado Cavalo, de 1970.

10- Amante de Lady Chatterley, O (Just Jaeckin, 1981)
Com Sylvia Kristel no elenco, foi um dos primeiros dramas com doses generosas de erotismo "soft" assistidos por mim pela televisão. Acostumado à nudez, parcial ou total, feminina nas telas, admito ter ficado surpreso com a desenvoltura da câmera diante do corpo nu do ator Nicholas Clay. Para voyers de plantão.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Capas Clássicas

Falar deste disco é chover no molhado. Primeiro grande disco de rock and roll, primeiro álbum do maior mito do estilo, Elvis Presley, primeiro a chegar ao primeiro lugar das paradas, enfim, a relação de “primeiros” é longa.

É, sem dúvida, também a primeira capa clássica do rock. Usar o velho clichê de que uma imagem vale por mil palavras é quase inevitável. Mas, realmente, está tudo estampado nesta foto incrível.

Clicado em preto-e-branco, Elvis empunha seu violão e escancara o bocão. Está jovem, muito magro, vestido de forma simples. Tem o mundo inteiro para conquistar. Sua atitude é rebelde, intensa e selvagem. O repertório é perfeito: Tutti Frutti, I Got A Woman, Blue Moon, Blue Suede Shoes etc.

Já havia Chuck Berry, Little Richard, Carl Perkins e Bill Haley, mas sem esse garoto caipira e sexy, o rock dificilmente teria alcançado as massas de maneira tão explosiva.

Explosão impecavelmente registrada em imagem e som.

Long live rock’n’roll!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Rebeldia Sem Causa

Um dos filmes mais legais sobre a juventude na década de 60 é Febre da Juventude (I Wanna Hold Your Hand, EUA, 1978), do diretor Robert Zemeckis.

Contando uma história deliciosamente boba sobre um grupo de moças e rapazes que fazem de tudo para assistir a uma apresentação dos Beatles, no programa de TV The Ed Sullivan Show, o filme é uma sessão da tarde divertida e inconsequente, mas simplesmente perfeita para quem curte Beatles.

Eu mesmo, beatlemaníaco inveterado, já devo ter visto o filme umas quatro vezes.

Aproveitando certa disposição nostálgica que me acomete vez ou outra, resolvi fazer uma seleção de clássicos da primeira era do rock.

São músicas que fundaram o som que mudaria a juventude do mundo ocidental, e até hoje causam estranhamento em mentes convencionais e avessas a mudanças.

Então, lá vai:
1That’s All RightElvis Presley
2Heatbreak HotelElvis Presley
3 Keep On KnockingLittle Richard
4 Peggy Sue Got MarriedBuddy Holly
5 Everyday Buddy Holly
6 Johnny B. GoodeChuck Berry
7Roll Over Beethoven Chuck Berry
8Help Me RondaThe Beach Boys
9 Be My Baby The Ronnetes
10Stand By MeBen E. King
11Twist And Shout The Beatles
12 I Wanna Be Your ManThe Rolling Stones
13
You Really Got Me The Kinks
14 My GenerationThe Who
15
I Got a Woman Ray Charles
PS: Para conhecer melhor os primórdios do rock, recomendo duas trilhas sonoras geniais: American Graffiti, álbum duplo que tem desde Rock Around The Clock, de Bill Haley, até All Summer Long, dos Beach Boys, e Stand By Me, jóia saudosista que me apresentou o som dos anos 50.