Cantor, compositor, poeta premiado, desenhista e pintor, o canadense nascido em Montreal há 75 anos, construiu a partir do final da década de 1960 uma carreira sólida, pontuada por discos históricos nos quais a força de sua lírica e a delicadeza de sua musicalidade se tornaram influência inevitável para incontáveis cantautores mundo afora.
Diante de um histórico como esse, ninguém esperaria vê-lo a beira da bancarrota financeira em meados da década passada. Resultado de desfalques milionários feitos por um antigo empresário, o tamanho do rombo acabou obrigando o músico a colocar o pé na estrada, num momento em que ele certamente já pensava numa meditativa e refugiada aposentadoria.
A turnê decorrente dessas atribulações foi uma das mais bem-sucedidas e comentadas de 2009, nos Estados Unidos. Em shows de mais de duas horas, Cohen desfilou, diante de platéias maravilhadas, um repertório clássico atualizado com o charme e a sabedoria acumulados por quem atravessou décadas no show business sem jamais perder sua personalidade artística.
Ingressos esgotados e novos espetáculos agendados em países da Europa culminaram num disco ao vivo daqueles que a gente fica lamentando não estar junto ao público extasiado (Live In London, duplo, lançado em 2009).
Para quem não conhece nada de Cohen, é uma introdução mais que perfeita. Grandes canções de todas as fases da carreira de Cohen brilham no repertório: de pérolas dos primeiros discos, como So Long, Marianne e Bird On The Wire, até clássicos mais recentes como The Future, tudo aparece por aqui com a beleza e graça, um oásis de inteligência em meio ao marasmo da atual música pop de feições autorais.
Ele talvez não lance outros discos ou faça novas turnês. O encanto de sua obra, no entanto, permanecerá para sempre.
11 comentários:
Tem "Lover Lover Lover"? É minha favorita.
A canção "Lover Lover Lover", Pablo, pode ser encontrada no recente "Songs From The Road", outro disco ao vivo com gravações retiradas de espetáculos feitos por Cohen em lugares tão diferentes entre si, como Tel Aviv, em Israel e San Jose, na Califórnia. O interessante é que, com poucas músicas repetidas entre esse disco e "Live In London", ele acaba funcionando como complemento ao registro de 2008-2009.
Veja no endereço que segue aqui a listagem completa de "Live In London":
http://www.amazon.com/Live-London-Leonard-Cohen/dp/B001RTP3YQ
É isso aí, e o meu abraço.
eu tenho e venero.
Amo, amo, amo!!!
Ele é um privilegiado poeta. O seu The Famous Blue Raincoat é de mexer com a alma...
http://www.youtube.com/watch?v=-uCZEGgLQ7o
http://www.youtube.com/watch?v=4vzAHFU0Ydw
(Uma interpretação 30 anos mais antiga: mesmo autor, mesma música)
Se eu tivesse que me isolar em alguma ilha e pudesse levar apenas cds de três músicos, levaria Leonard Cohen, Chet Baker e Noel Rosa.
Aí Nirton, estaria luxuosamente acompanhado
confesso nunca tinha ouvido falar nele ate q ouvi a versão do Jeff Buckley pra "Hallelujah"...e fui atrás do original....maravilhoso!
abração luís
Ficaadica!!!
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